quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

15/05/06

um ombro sacudido,madrugada azul pela janela.semi-dia,semi-noite.ela não queria ser acordada,não lembrava nada,não sonhava,não dormia,meio inerte,meio morta.deixou que fizesse o que queria,não sentia,só por vezes uma fisgada por dentro,mas suportava:era quase nada.fazia parte do plano de ser carne,só carne,e ela tinha de aprender[a carne pura não sente,não geme,nem uiva].
enjôo súbito.vômito azedo sobre os lençóis manchados de tantos,o cheiro de escárnio do corpo presente.a satisfação unilateral.mas ela podia aprender.quem sabe um dia.

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