terça-feira, 27 de outubro de 2009
Não sou muito de comemorar meu aniversário.Me constranjo com aqueles abraços ternos acompanhados de votos de felicidade , não sei como abraçar , onde tocar , se beijo ou não.Aniversários no geral me parecem uma coisa meio triste , mas principalmente o meu.O horror de receber ligações de parentes (todos sempre afastados) e ter de fingir entusiasmo com voz de menininha.Sou quieta , apesar de tudo , apesar da aparência extrovertida ou às vezes enérgica , tenho uma visão muito própria dos acontecimentos da vida , e na maior parte do tempo dispenso opiniões e olhares alheios.Tive sorte , bem verdade , pois perto de mim consegui acumular um (muito) pequeno grupo de pessoas que amo sinceramente e que em maioria compartilham de opiniões próximas das minhas.Não considero o isolamento como um estilo de vida , ao contrário , gosto muito de interações sociais de todo tipo , mas as pessoas não entendem que simplesmente não consigo ser íntima.Já tentei , já vi que não é a minha.Posso contar nos dedos de uma mão apenas os que considero íntimos , e entre eles está minha própria irmã e meu marido.Este último , o responsável pela maior parte dos meus arroubos de felicidade (não me entenda mal: não sou depressiva e tenho pavor de gente metida a triste-cool) meu deu neste último dia 25 mais um motivo para sorrir: a pequena menina de plástico sentada à minha frente ao lado deste computador.Porque meninas introvertidas passam seus aniversários brincando de boneca.
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