segunda-feira, 21 de maio de 2012

The dead baby looked into my eyes.Not happy, not sad.Just an old piece of bones, empty eyeholes that could not cry, opened mouth showing no teeth.He was so little, so fragile.I felt in my heart that the baby had no life.Just watched the existence by the window , with no chance to interact.His death was not a blessing , but not a disgrace at all.Just his natural destiny.
Caro Pedaço de Internet: hoje tomei injeção na bunda.Meu ombro adoece novamente, assim como parece adoecer minha cabeça.Ora cheia, ora vazia, minha cabeça roda.Penso em terapia, penso em remédios.Ele é contra terapia.Diz que não há babaca no mundo que possa ser bom terapeuta e que se é pra ouvir besteiras , ele mesmo pode dizê-las diante de um espelho.E de graça.Concordo com ele, ao menos em parte.Mas há coisas que preciso falar, exteriorizar, e não tenho com quem.Que mundo esse nosso, em que precisamos pagar  por alguma atenção e um ouvido.Preciso decidir o que fazer comigo.Com minha vida.Com meu (pouco) dinheiro.Com minhas pernas.Preciso decidir pra onde andar, mas fico sempre parada.Olhando.Cheia, vazia.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Quanto mais passa o tempo menos consigo acreditar que um desamor e um descaso possam ser tão grandes.Mas são.Por isso me decepciono sempre, e mais e mais, com aqueles que demonstram não se importar nem um pouco.Se a única com quem me importei e amei não me doa um dedinho de consideração e amor, que fazer?Me sinto miserável, maldita.E sei que vou perdoar, mas que sofrerei ainda por muito tempo e muitas vezes.Não ser amado dói muito.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Meus arrependimentos são como bigornas presas às minhas pernas com correntes.Não me livro deles.Tenho essa dor , não por tudo o que já fiz, mas por não evitar o que fizeram comigo.O arrependimento é por ter permitido que me maltratassem.Tu me conhece?Não.Nem eu.Mas basta que alguém diga sobre mim algo mais ou menos convincente no sentido negativo para te convencer de que sim, eu sou um monstro.Um pequeno monstro manipulador.Quem me dera.Assim fosse, poderia me proteger melhor.Minha concha é muito fina, e me encolho embaixo dela.A covardia alheia me ameaça.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Da série Desejos Íntimos: tornar-me uma milionária anônima.
tenho tanto medo.tanto medo de ver.tanto medo de saber.ao mesmo tempo, isso se mistura com uma curiosidade, uma vontade.eu quero e não quero.e pensar que já desejei esse tipo de situação.imaginava que me sentiria especial, diferente.haha.doce adolescência.mal imaginava o quanto poderia ser aterrorizante.talvez um dia isso acabe.talvez até já esteja acabado.mas meu medo, meu susto, permanecem.e a vontade de controlar essa força também.estou hoje um tanto minúscula.